Metamorfose

11-04-2025


Por muito tempo a minha preocupação cingiu-se em estar sempre por dentro de tudo o que acontecia ao meu redor, afinal, isso significava estar apta para ser aceite nos mais diversos fóruns da sociedade. A minha prioridade era pensar e agir de forma politicamente correta para não criar nenhum tipo indisposições e, sinceramente, olhando para trás, sinto que esta atitude gerou em mim uma certa resistência à mudança. Na minha ótica, de há alguns anos, com certeza, mudar significaria deixar de "ser eu" e obrigar-me-ia a abrir mão de tudo o que sei sobre mim. 

Felizmente, hoje, busco explorar com "olhos de ver" o espectro das relações interpessoais e, acima de tudo, o da relação entre o Criador e a criação. Começo a compreender que a vida é mais complexa do que aquilo que eu pensava e que preciso ser mais intencional na busca das respostas que pretendo obter dela. 

Acredito que o episódio que vivi esta manhã tudo tenha a ver com esta intencionalidade da qual vos falava. Hoje, justo no dia dos meus anos, encontrei um texto que ressoou de forma tão vívida com as minhas reflexões dos últimos tempos. Há que acredite em sorte, outros no destino, mas eu acredito que as coisas revelam-se à nos e acontecem no tempo certo e, aquele texto soou-me como uma confirmação e resposta às minhas orações para o novo ciclo que hoje se inicia.

A autora do texto trouxe uma analogia excecional entre a forma com que um rio se move, adapta e transforma de forma constante e aquilo que a nossa vida. Ela menciona que, tal como os rios, talvez nós não tenhamos sido criados para permanecer os mesmos, mas para aprender, desaprender e viver uma constante metamorfose.

Não fomos criados para permanecer os mesmo.
Não fomos criados para permanecer os mesmo.

Para este novo ciclo, quero e prometo a mim mesma não me deter diante de obstáculos, a percorrer caminhos desafiadores de forma corajosa e alegre, parar de viver obcecada com a perfeição das coisas ou em agradar meio mundo, reinventar-me tantas vezes quanto forem necessárias, aceitar os novos caminhos para os quais a vida redirecionar-me e aprender a abandonar lugares, pessoas e até versões de mim que não me permitem fluir, afinal " A vida não é um caminho reto. É um rio. Confusa, imprevisível, e bela."

Um brinde à descoberta de novas paisagens e a tornar-me alguém que nunca imaginei poder ser.

E tu? Vais permitir-te, tal como os rios, viver calmamente e em constante transformação?


Beijos dela 😘



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